A dor não é uma competição. O que parece pequeno para uma pessoa pode ser muito pesado para outra.
“Tem gente passando por coisa pior.”
Talvez essa frase seja dita com a intenção de ajudar.
Mas comparar sofrimentos raramente ajuda alguém a se sentir compreendido.
A dor não é uma competição.
O que parece pequeno para uma pessoa pode estar sendo extremamente pesado para outra. Cada indivíduo enfrenta as dificuldades a partir da própria história, das próprias circunstâncias e dos próprios recursos emocionais.
Por isso, quando alguém decide falar sobre aquilo que está vivendo, o primeiro passo não precisa ser uma resposta.
Pode ser a escuta.
Antes de comparar, escute.
Antes de julgar, acolha.
Antes de responder, tente entender.
Isso não significa concordar com tudo ou ter uma solução para todos os problemas. Significa levar a sério aquilo que a outra pessoa está comunicando.
Frases como “isso passa”, “você precisa ser forte” ou “não pense nisso” podem encerrar uma conversa justamente quando alguém precisava encontrar espaço para falar.
Em vez disso, podemos dizer:
“Eu estou aqui.”
“Pode falar comigo.”
“Vamos procurar ajuda.”
São palavras simples, mas demonstram presença.
Também é importante compreender que acolher alguém não significa assumir, por conta própria, a responsabilidade por aquilo que ela está vivendo. Quando necessário, devemos incentivar a busca por ajuda profissional e por serviços especializados.
Cuidar é reconhecer limites, inclusive os nossos.
Neste Setembro Amarelo, a Rádio 107 reforça uma atitude que pode ser praticada todos os dias:
Leve a dor do outro a sério.
Escute.
Acolha.
Esta matéria faz parte da campanha Setembro Amarelo 2026 da Rádio 107,5 FM — ESTEJA PERTO.
